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Luís Paulo
15 de Dezembro de 2025

Proteção Contra Incêndios em Centros de Dados e Infraestruturas TI

A proteção contra incêndios em centros de dados é hoje um dos pilares essenciais da continuidade operacional e da ciberinfraestrutura moderna.

Numa era em que os dados são o ativo mais valioso das organizações, a segurança física dos sistemas que os armazenam e processam tornou-se um desafio crítico.

Ao contrário de ambientes industriais ou administrativos, os datacenters e salas de servidores apresentam riscos específicos e exigem soluções altamente especializadas na deteção de incêndios, supressão e redundância.

Uma falha no sistema de proteção pode resultar em paragens prolongadas, perda de informação e danos irreparáveis em equipamentos sensíveis.

1. O ambiente de risco nos datacenters

Os centros de dados concentram enormes quantidades de energia elétrica e equipamentos eletrónicos, operando de forma contínua e muitas vezes em espaços reduzidos. Este cenário favorece o surgimento de fontes de calor, sobrecargas elétricas e curtos-circuitos, principais causas de incêndios neste tipo de infraestrutura.

Além disso, a presença constante de cablagens, sistemas de ventilação e materiais combustíveis aumenta a probabilidade de propagação rápida do fogo caso ocorra uma ignição inicial.

2. Deteção precoce: o primeiro escudo de defesa

A deteção precoce de incêndios é o elemento mais crítico num ambiente de TI. A simples presença de fumo ou partículas de combustão pode indicar um sobreaquecimento localizado.

Os sistemas de deteção por aspiração (ASD) são amplamente utilizados em datacenters. Estes dispositivos aspiram continuamente o ar do ambiente, analisando-o com sensores laser de alta sensibilidade capazes de identificar partículas microscópicas antes de o fumo ser visível.

Esta abordagem permite uma intervenção imediata, muitas vezes antes de qualquer dano físico.

Veja o nosso artigo “Tecnologia para deteção de incêndio que supera qualquer desafio

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3. Supressão de incêndios sem danos nos equipamentos

Apagar um incêndio num datacenter requer extrema cautela. O uso de água ou espuma é proibido, pois danificaria instantaneamente servidores e infraestruturas críticas.

As soluções mais eficazes recorrem a agentes limpos, como o FM-200 (HFC-227ea), o Novec 1230 ou sistemas de gases inertes (Inergen, Argonite). Estes agentes extinguem o fogo removendo o calor ou reduzindo a concentração de oxigénio, sem deixar resíduos e sem comprometer o funcionamento eletrónico.

Além disso, o tempo de descarga e dispersão controlada é vital para garantir segurança a pessoas e equipamentos durante o processo de supressão.

4. Estratégia de redundância e continuidade operacional

Num datacenter, interromper o funcionamento não é uma opção. Por isso, os sistemas de segurança contra incêndios são concebidos com redundância total, garantindo que a falha de um componente não compromete o sistema inteiro.

Isto inclui múltiplas zonas de deteção, reservatórios de agente duplicados, painéis de controlo independentes e alimentação elétrica redundante.

A redundância assegura que, mesmo durante manutenção ou substituição de componentes, a proteção continua ativa.

5. Integração com sistemas de gestão de edifício (BMS)

Os sistemas de deteção e supressão devem estar integrados na infraestrutura de gestão técnica centralizada (BMS), que controla temperatura, ventilação, energia e segurança física.

Esta integração permite uma resposta coordenada e automatizada: em caso de alarme, o BMS pode acionar ventiladores, desligar circuitos elétricos, selar zonas e notificar equipas de emergência em tempo real.

A interoperabilidade é fundamental para minimizar o tempo de resposta e maximizar a eficácia da proteção contra incêndios em centros de dados.

6. Manutenção preventiva e testes regulares

Mesmo o sistema mais avançado é inútil sem manutenção regular e testes funcionais. Os centros de dados devem adotar uma política de inspeções programadas, incluindo:

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A certificação de conformidade segundo normas como a NFPA 75, EN 15004 e ISO 14520 garante que o sistema cumpre os requisitos internacionais de desempenho e segurança.

7. Tendências e inovação na proteção de centro de dados

A evolução tecnológica trouxe sistemas inteligentes de deteção e supressão, com análise de dados e monitorização remota. Sensores IoT, câmaras térmicas e inteligência artificial são já utilizados para antecipar padrões de risco e otimizar intervenções preventivas.

Paralelamente, há uma crescente aposta em soluções sustentáveis, como agentes limpos de baixo impacto ambiental e sistemas modulares de fácil expansão.

O futuro da proteção contra incêndios em centros de dados será marcado pela integração total entre segurança física, eficiência energética e gestão inteligente.

Conclusão

Proteger um datacenter não é apenas uma questão de segurança — é uma estratégia de continuidade de negócio. A combinação de deteção precoce, supressão sem resíduos, redundância e integração inteligente assegura que as infraestruturas de TI permanecem operacionais mesmo nas situações mais adversas.

Investir em sistemas de proteção especializados é investir na resiliência, confiança e sustentabilidade das operações digitais que suportam o mundo moderno.

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Luís Paulo
Assistente de Comunicação e Marketing
15 de Dezembro de 2025

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